Acontece na sua empresa ou já pôde observar durante a sua vida profissional que existem pessoas que se especializaram em: enrolar, empurrar trabalho para os outros, elaborar “verdadeiras” desculpas para não fazer o que deveriam, para não assumir responsabilidades e ainda são capazes de jogar a culpa de seus erros nos outros? Conhece pessoas que abusam do poder, ameaçam em silêncio, são doutores em denegrir a imagem dos outros, se fazendo se sonsos manipulando o jogo de maneira nefasta sempre ao seu favor? Conhece essas pessoas que são especialistas em se fazerem de vítimas quando são os reais violadores? Não, não é qualquer um que pode realizar tamanhas façanhas, é realmente necessário um certo tipo de talento: eles/elas são como mágicos que ilusionam suas platéias hipnotizando-as tornando-as presas fáceis sem deixar a menor chance de descobrirem seus truques, de desvelarem suas verdadeiras intenções. Será que notaram também que essas pessoas são promovidas e acabam ocupando cargos de gerência e chefia? (eu tenho “cá para mim”, no meu coração, que existe uma justificativa espiritual para esse fenômeno, porque, não podemos contar com a nossa pequena lógica para entender !)
Ainda dentro do contexto administrativo-empresarial, vejo freqüentemente, a chamada para palestras e cursos, assim como, a divulgação de vários livros e artigos sobre: “Como se tornar um líder”, “O líder nato”, “Como ser um bom líder”, “O líder do novo milênio”, “O líder do futuro” mas, a distância entre a teoria e a prática é gritante (apesar de já termos evoluído muito). Ainda é válido na vida real, do dia a dia: “manda quem pode obedece quem tem juízo”, ainda é muito verdade que chefes, gerentes ou líderes se dão o direito de abusar do poder, subjugando, humilhando e desrespeitando seus colaboradores (um prazer secreto e inconfessável) diante dos outros, de portas fechadas, tendo ou não razão.
À distância da teoria e da prática....pregam nos cursos e nos discursos que é necessário que os colaboradores tenham criatividade (liberdade de alma), cooperação (espírito de equipe), apontar soluções (inteligência), motivação (alegria e prazer em trabalhar) mas a verdade, na prática, na vida real é que você precisa ter mesmo é capacidade de engolir sapos, de agüentar humilhações, desrespeitos, ameaças - implícitas e explícitas - abuso de poder, calúnias ao seu respeito (sem ser celebridade), e seu bom humor, não é seu, depende da permissão do humor do seu chefe! E se num ato desesperado diante de tanta coerção e incoerência tentar se defender ou “descontar” na empresa para não surtar (o chefe, diretor, líder pode surtar – você nunca!), não faça como a personagem do filme “O que as mulheres querem”; revoltada com a falta de reconhecimento e respeito do chefe ela se vinga usando o telefone da companhia para falar com o namorado em Israel; na vida real estará ferrado também, depois terá que reembolsar a empresa do abuso do telefone: não fale (só os seus violadores podem falar), não se defenda, não reaja, sempre sairá perdendo!
O líder do futuro está num futuro distante, mas a necessidade é para hoje....fazer as pessoas trabalharem motivadas, sem perder o foco nos objetivos para trazerem resultados e fazer dinheiro, não é uma questão somente de faculdades, cursos, MBA's, classe social e sim, principalmente, de caráter, valores morais e emocionais. Não adianta pensar e/ou sentir que seus funcionários ou colaboradores são seres inferiores, idiotas ou escravos (essas coisas estão no ar, as pessoas percebem e são poucas as pessoas que gostam de ser tratadas como idiotas). Não adianta não respeitar e pedir respeito, falar, e não dar exemplo (com tudo isso já é difícil...imagine sem!). O líder do futuro deverá ter principalmente qualidades humanas como paciência, tolerância, amor ao próximo sem perder a determinação em alcançar os objetivos e deixar clara a necessidade de sobreviver no mercado. O líder do futuro se empenhará em ser um consensuador de opiniões e um transformador de sentimentos negativos em positivos e, principalmente, estará ao lado das pessoas para, realmente , trabalhar junto com elas.
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