Por que o mundo, praticamente todo o planeta terra, tornou-se patriarcal e tão machista? Por que todo um arsenal da religião à mídia para controlar e diminuir a mulher? Deus e não Deusa? Criador e não Criadora? Porque para o plural usa-se o masculino e não o feminino? Por que se diz espécie humana e não espécie mulherana? Por que violências, dos estupros às guerras, são feitas pelo sexo masculino? Por que tanta importância para uma parte do corpo que ora fica molinha, ora fica durinha? Por que tem harém para homens e não para mulheres? Por que o que é feminino é desvalorizado e negativizado?
Nunca saberemos as verdadeiras razões que levaram, e ainda levam, uma parte da espécie, homem, a querer podar, escravizar, ridicularizar a outra, mulher. Podemos intuir que é porque eles não podem ter filhas, filhos e que têm pouco trabalho real, diário e indispensável e, com isso, ficam aí desocupados, inventando sistemas de repreensão e controle da mulher. Também podemos intuir que é pela consciência secreta que eles têm da superioridade da mulher e “morrem de inveja” resolvendo se vingar da natureza e de Deus, sobre a mulher. Enfim, não sabemos as verdadeiras razões, podemos sim constatar, por outro lado, que trata-se de um tipo de doença que se alastrou pelo mundo como a lepra, a peste bubônica, e, como a AIDS, ainda não encontrou a cura.
Digo sempre que até os cachorros se revoltam; se eles abanam o rabo e ficam felizes com a chegada do dono rabugento e que os maltrata, o excesso desse mau tratamento faz esses dóceis e serviçais animais se voltarem contra o dono. Mas o dono não imagina que isso pudesse acontecer, se imaginasse não o faria. A maioria das pessoas funciona desse modo, elas violentam as outras apenas por saber que estas não têm o poder suficiente para prejudicá-las, para se vingar, para “dar o troco”. Assim para nivelar, para equilibrar o pêndulo do poder do machismo surgiu o feminismo, foi necessário, foi bom, mesmo que tenhamos que acertar a questão da igualdade: mulheres não são iguais aos homens elas são superiores...
Pois é, a briga não acaba por isso proponho: nem machismo, nem feminismo e sim respeitalismo. Respeitar as diferenças e ter a consciência que ambas são importantes: lógica e intuição, doçura e força, criação e adaptação, vagina e pênis. Pode ser sim que em determinados momentos uma característica, feminina ou masculina, seja mais importante e necessária que a outra mas num todo, ambas são: a vida nunca se fez somente com uma delas.
Não vamos esperar que os pobres ataquem os ricos, que os filhos matem os pais, que as mulheres massacrem os homens (senão terei que passar a defender os homens), que a natureza se volte contra nós, vamos aplicar o respeito: nem machismo, nem feminismo e sim respeitalismo.

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