Quando eu morei na Suiça de Verônica Böhme

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Desde meus 12, 13 anos uma das minhas maiores vontades era “viver no estrangeiro”, ter a experiência de estar inserida em outra cultura, outro pais. Não havia uma região específica que eu queria conhecer: durante a faculdade, por exemplo, falávamos, eu e meus colegas físicos, de ir para a Austrália por que faltavam cientistas e... mulheres.

Meu objetivo era de fazer essa aventura antes dos 30, no entanto, já com 26 e nada definido: nem país - nem idéia vaga - nem condições e por isso via a urgência e sentia o medo iminente de não realizar esse desejo. Acelerei: procurei razões imediatas para tomar ma decisão. No meu Mestrado conheci as ideias de Piaget, “psicólogo”, ele era de Genebra, onde se falava francês - idioma que adoro e que é mais fácil de aprender para os de língua latina – e, com a vantagem de ser na Suíça!, país que também é de minha origem, meu pai nasceu no cantão de Basel: problemas com documentação eu não teria.

A pitada final: Isaac Newton, o físico, descobri que ele estudava... teologia!?! Que máximo! Eu que na adolescência sempre li livros sobre religião queria tanto aprender sobre essa necessidade humana. Poderia aproveitar meus últimos anos de juventude para realizar mais esse desejo de conhecimento. Escrevi para a Universidade para obter informações das faculdades de teologia, ensino, psicologia e recebi todas as respostas.

E assim parti para a Suíça em setembro de 1993, sem dinheiro e sem falar francês e com o aceite da Universidade para fazer faculdade de psicologia primeiro ano (eu tinha pedido um doutorado). Fiz um curso oficial, escolhi sociologia, não conhecia nada, nada dessa área e precisava sentir como era feito esse estudo, e seis na teologia como aluna ouvinte. Trabalhei no Departamento de Economia Pública de Genebra, num Banco, na Sociedade Européia de Física. Estudei de “verdade” o idioma francês, sozinha todos os dias às 06:00h s da manhã, autodidata (fiz o mesmo para aprender física) depois fiz aulas com professores. Em 1995 editei meu livro “ESTEVES”, por conta própria, e o divulguei pelos círculos de brasileiros na Suíça, inclusive, na Inglaterra. Ministrei palestras em Saint-Gallen, Suíça também, quando vendi 29 livros, foi um sucesso tinha 30 pessoas, e em Friburgo num evento de cultura brasileira.Eu e meu ex-marido russo havíamos mudado para esse cantão.

Fiz um mini-curso de cinema, dentro das atividades da Universidade e procurei partidos políticos para procurar mais conhecimento de como o mundo era feito. Conheci o Presidente de um banco nessas reuniões e nos encontrávamos para falar e ler poesia, ele me apresentou Rilke. Conheci meu cantão de origem Basel, o carnaval deles é poesia, verdadeira poesia a flauta percorre como uma onda de vento todas as ruas, onde a propósito consegui uma bolsa de estudo logo que cheguei no país. Vá atrás dos seus sonhos as soluções inesperadas boas começam a se manifestar. Ah...sobre meu livro “ESTEVES” dei três entrevistas em rádios sempre na Suíça: programa brasileiro e português em Genebra e em Zürich, um brasileiro. Meu livro continua na livraria portuguesa de Genebra. Vi na internet há dois meses.

Escrevi muita poesia nesse período, inclusive em francês, e...olhando para aquele divino azul do Lago Léman com um copo de vinho...um mergulho no Paraíso! Também terminei meu livro “Ricos & Malucos” e sem contar a vivência de tantas histórias interessantes como eu sempre quis. Em junho de 1997 voltei para o Brasil.

 

 P.s.: também visitei, por poucos dias, Paris, Londres, Florença, Veneza, Pisa, Praga, Eslovênia, e outras cidades da Alemanha.

 

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